sábado, 28 de fevereiro de 2015

São nestes dias de chuva em que mais sinto vontade de tê-lo em meu leito.                                                     
Sem pudores, apenas duas pessoas entregues aos prazeres do corpo. Sua mão forte despindo-me            desajeitadamente, sua respiração ofegante ao pé do meu ouvido. Seu peso sobre o meu, o delírio mais        insano. Nossos corações unidos pela mais descompassada arritmia. Se tornando um só até o amanhecer de um novo dia.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Bukowski




Como qualquer um pode lhe dizer, não sou um homem muito bom. Não sei que palavra usar para me definir. Sempre admirei o vilão, o fora-da-lei, o filho-da-puta. Não gosto dos garotos bem barbeados, com gravatas e bons empregos. Gosto dos homens desesperados, homens com dentes rotos e mentes arruinadas e caminhos perdidos. São os que me interessam. Sempre cheios de surpresas e explosões. Também gosto de mulheres vis, cadelas bêbadas que não param de reclamar, que usam meias-calças grandes demais e maquiagens borradas. Estou mais interessado em pervertidos do que em santos. Posso relaxar com os imprestáveis, porque sou um imprestável. Não gosto de leis, morais, religiões, regras. Não gosto de ser moldado pela sociedade.

- Charles Bukowski (via cortex-braiz)

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Comentário

Infelizmente ou felizmente, as minhas inspirações para escrever ficam infinitamente maiores quando passo por alguma chateação. A tristeza é um fator motivador à minhas escrita.

A espera vazia

Uma noite fria,
uma cama vazia a sua espera
A solidão batendo à minha porta procurando por companhia
E eu incapaz de atender a campainha
E incapaz de perceber que sua volta jamais ocorreria...

Das verdades de ser quem sou



Segurei o choro o dia todo. Já deveria ter me acostumado com esta realidade. Eles nem chegam e já partem. Não só partem da minha vida, assim como partem meu coração. A sensação é sempre a mesma.  
O abandono.
Sinto de alguma maneira, possuir um repelente, afastando-os de mim. A princípio sem motivo aparente. Não importa qual tenha sido a dedicação que tenha demonstrado ou qual tenha sido a minha entrega, sempre faltará algo para mantê-los aqui.
Tento não me abater com este tipo de sentimento e fingir que nada me afeta, mas é difícil não se abalar com uma situação tão recorrente e tão repetitiva.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Aquela colina

Caminhamos de mão dadas até um certo ponto. Subimos até o alto daquela colina, vimos de lá o nosso passado. Neste dia, mal sabíamos que aquilo tudo seria apenas resquícios de um paraíso que jamais teríamos.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Breves encontros

Em uma única oportunidade nos encontramos. Não foi um encontro digno dos filmes de cinema. Foi um encontro simples. Nossas necessidades falavam mais alto. Não havia resquícios de duraríamos muito além daqueles breves momentos.
A minha urgência era tão profunda quanta a tua. Teus lábios tocaram os meus com a mesma intensidade que o mar vergasta as pedras de um forte. Éramos o encontro de duas forças indomáveis da natureza. Durante aqueles breves momentos nos unimos em um só. E desta embriaguez nasceram dois rios satisfeitos e plenos de prazer.

Doubts

Indecisão. Confusão. Incerteza. Estou sem saber qual o rumo devo seguir.
A quem devo ouvir? A quem devo atribuir minhas decisões? Como saberei que estou no caminho correto.
Serei eu feliz? Serei eu plena? Realizada? Ou será apenas mais uma frustração?
Não entendo a obrigatoriedade dos adultos em títulos, rótulos e nomeações. Não entendo o fato de que eu não posso ter simplesmente algo que seja meu, mas sem a necessidade de dar o nome "meu" a ele.
Não entendo como as pessoas não mensuram as certas coisas não por sua origem, mas sim pelo esforço que empenhamos ao empreender tais desafios.
Tomarei um rumo e este será decidido nesta noite. E por este rumo tomará os meus próximos 24 meses.

Levanta-te como uma fênix

Caminhando sobre pedras
Caminhando sobre vidro
Os vizinhos dizem que somos um problema
Bem, esse tempo passou!

Olhando-me no espelho
Não, isso não sou eu!
Um estranho que se aproxima
Quem poderá ser essa pessoa?

Não me reconhecerias hoje
Da luz que se apaga eu levanto voo

Levanto-me como uma fénix
Das cinzas
Mais do que vingança procurando
Retribuição
Foste avisado
Quando me transformar
Quando renascer
Sabes que me levantarei como uma fénix
Mas tu és a minha chama

Cuida da tua vida
Age como se fosses livre
Ninguém pode ter testemunhado
O que fizeste comigo

Porque não me reconhecerias hoje
E tens de ver
Para crer
Da luz que se apaga eu levanto voo

Levanto-me como uma fénix
Das cinzas
Mais do que vingança procurando
Retribuição
Foste avisado
Quando me transformar
Quando renascer

Levanto-me em direcção ao céu!
Deitaste-me abaixo, mas
Eu vou voar

E levantar-me como uma fénix
Das cinzas
Mais do que vingança procurando
Retribuição
Foste avisado
Quando me transformar
Quando renascer
Sabes que me levantarei como uma fénix
Mas tu és a minha chama

domingo, 1 de fevereiro de 2015

À tua procura

Me perdi e me achei uma centena de vezes. Já perdi as contas de quanto tempo passei procurando me encontrar. Procurei em centenas de lugares vazios, uma explicação para os meus sonhos loucos dos quais sempre não me esqueço.
Procurei que nos seus braços houvessem respostas que satisfizessem as minhas perguntas, procurei em teus braços segurança e por fim só encontrei solidão.

Frenesi

Queria dar os créditos a quem deveria, mas acho melhor não.
Prefiro o anonimato. Estão abaixo os versos.... Não são para mim, mas são dignos da proposta do blog.

Frenesi. Vontade louca. Desespero. São tentativas de pontuar os nós daqui do peito. Tentativas vãs, confesso. A mente viaja e desenvolve o enredo perfeito: quando eu sou o sol que toca a tua pele e sou a brisa que dissipa teu perfume nos meus pulmões. Nossos colos compactados no abraço, meu queixo na tua clavícula e a certeza. A certeza do pertencimento. A reciprocidade, o teu coração ali, na boca. Nossos corações no céu da boca. A vibração na pele, teu sorriso de dúvida e esse lábio que me chama, me grita. O maxilar, a nuca, tuas madeixas por entre meus dedos, teus olhos tão meus. O furor. Essa sensação única que só você gera. Só você me faz. Faz do silêncio, sussurro. Do toque, tremor. Da ausência, saudade. Das nossas línguas, um encontro inédito. Um compasso de descobrimento, marcado numa longa sinfonia, na qual só me interessa o teu céu, o teu sal.

(Não) Dever

Eu não devia ter voltado a te procurar. Não, eu não devia ter deixado você se chegar, se aproximar e fazer esta bagunça que você sempre faz....