E tinha tudo o que considerava perfeito. Estava no melhor lugar onde poderia estar, o paraíso. Cheio de regalias, cheio de privilégios. Era adorada por aqueles que sabiam onde estava. Aquilo lhe dava status. Entretanto, não existe ninguém plenamente satisfeito com o que tem. E definitivamente ela não estava, queria saber o que era ser humana, queria provar da sinceridade dos sentimentos. Queria sentir-se viva. Como determinada e pirracenta que era, largou o paraíso. Tornou-se humana. E a sensação foi intensa. Sentiu-se viva. Seu coração batia, saltava em seu peito. Gritavam-lhe as sensações. E como insatisfeita que era, logo buscou a calmaria. Obviamente que não a encontrou. O paraíso havia desaparecido, levando com ele toda a paz. E este inferno que tornou-se ser humana, arrastava-a para ondas de um mar revolto. Onde não há certezas, apenas dúvidas complexas.
Dúvidas estas que dominavam seu ser. Ardiam como chamas. Dentro dela, havia um fogo crepitando. Consumindo-a